Vocês já ouviram falar sobre pedagogo organizacional?
Não? Pois bem
o pedagogo organizacional é um profissional formado em pedagogia que atua em organizações
(empresas). Que entre as décadas de sessenta e setenta, caracteres inerente do setor
econômico foram implementados a educação, e nisto os profissionais de pedagogia
foram “sorrateiramente” inclusos nas organizações, almejando trazer melhoria e
mais eficiência dos profissionais e da organização. Tudo isto por conta de
novas tecnologias, que por sua vez influenciava/influencia o mercado de
trabalho o que reflete na educação, que até então se mostrava tecnologicamente
despreparado. Com o despreparo educacional dos talentos e exigência do mercado
de trabalho, as organizações em busca de sua emersão, “motivaram” seus
colaboradores a fazerem treinamentos e davam aos profissionais de pedagogia a
missão de treinar e avaliar, como nos mostra Lindquist (2004):
[...] o pedagogo começou a ser chamado para atuar na empresa no final da
década sessenta, inicio de setenta. [...] Na década de 70, observou-se uma
crescente automação do processo de trabalho, de novas tecnologias. No entanto,
a classe trabalhadora se encontrava totalmente despreparada para o estagio de desenvolvimento
industrial. O mercado de trabalho passou então, a reclamar a profissionalização
dos trabalhadores para acompanhar as mutações que estava ocorrendo no mundo do
trabalho, decorrentes das transformações tecnológicas [...] A formação profissional
passou a ter seu âmbito cada vez mais definido no local de trabalho ou através
de treinamentos intensivos, coordenados por instituições ou pela própria
empresa. (LINDQUIST, s/n citado em Junqueira, 2009, p.58).
Isso significa que o pedagogo organizacional vem pra suprir as
necessidades crescentes do mercado de trabalho, das organizações e “preparar”
os colaboradores. Então pode-se dizer que a pedagogia organizacional vem para
conectar e instituir a relação educação-colaboradores-organização-mercado
de trabalho, e que o pedagogo organizacional é o profissional que tem a função
de gerir as relações humanas na organização, interlocutá-las, articulá-las,
mediá-las, socializá-las, enfim de desenvolver pessoas, bem como ações/e as
ações em prol do crescimento da organização e dos seus colaboradores, isso
envolvendo aprendizagem e a educação e também o aprimoramento do capital
intelectual/humano, fazendo com que ambos relacionem-se de maneira intra e
interpessoal, que sejam capazes de se desenvolver.
O Pedagogo não está na organização só para usar a androgogia e ensinar
como/ e o que fazer, mas para “formar” (e não só informar), para que tantos os
colaboradores quanto a organização possam agir, apreender, compreender,
aperfeiçoar e além de tudo praticar os conhecimentos adquiridos ao longo de
suas relações/ações cotidianas dentro e fora da organização, como nos diz
Chiavenato:
Desenvolver pessoas não é apenas dar-lhes informação para que elas
aprendam novos conhecimentos, habilidades, e destrezas e se tornem mais
eficientes naquilo que fazem. É, sobretudo dar-lhe a formação básica para que
elas aprendam novas atitudes, soluções, ideias, conceitos e que modifiquem seus
hábitos e comportamentos e se tornarem mais eficazes naquilo que fazem.
Formar é muito mais que simplesmente informar, pois representa um
enriquecimento da personalidade humana (CHIAVENATO, 1999, p.290).
Isso mostra que o profissional de pedagogia que esta inerente nas
organizações, deve trazer em sua bagagem intelecto-atitudinal a relação/ação
teórico-prática, embasar-se e atualizar-se em prol de planejar suas ações para
suprir as necessidades/vontades da organização e dos seus colaboradores,
fornecendo auxilio, e garantindo a articulação entre eles e as abordagens
trabalhistas, pedagógico-administrativa e para, além disso, o pedagogo deve ter
uma visão múltipla e holística, ser um líder transformacional, que procura o
emergir de todos, mostrando que como bom mediador e formador, ele é equilibrado
emocionalmente e que traz para a organização um ambiente mais educativo,
estimulador e democrático, um lugar sadio onde todos podem e devem participar
das tomadas de decisões.
Bem em parceria com
Laira Chabi em TCC estudamos, escrevemos e falamos sobre o pedagogo
organizacional que foi
intitulado: o papel do pedagogo no
processo de atração e identificação de talentos nas organizações atuais: um
estudo de caso. Onde entrevistamos uma pedagoga que trabalha no ISBET(O ISBET é uma
organização não governamental criada a mais de trinta e cinco anos com objetivo de capacitar futuros
profissionais, geralmente jovens aprendizes e trainee na busca de estágio e do seu primeiro emprego, no intuito
de ser modelo de ONG no processo de inclusão social de estudantes no mercado de
trabalho).
Nosso trabalho teve por objetivo geral compreender de que forma o pedagogo contribui no
processo de atração e identificação de talentos nas organizações atuais.
A motivação em
escrever em fazer esta pesquisa foi a de desvendar como o pedagogo pode atuar
em espaços formais, não formais e informais, especialmente nas organizações.
Ao vivenciar diversos
processos de atração e identificação de talentos percebemos que atualmente,
eles são realizados por profissionais da área de administração e psicologia,
focando apenas o perfil de competências e habilidades específicas conforme
solicitação das organizações, olvidando-se de questões consideradas importantes
como: o lado humano, a história de vida e o principal motivo de estar ali, bem
como o perfil sócio - econômico em que este futuro colaborador está incluso.
Nesta perspectiva este processo torna-se mais excludente à inclusão de novos
profissionais no mercado.
Nesta toada,
entra um novo perfil de pedagogo, atuante nas organizações e especialmente no
setor de gestão de pessoas o qual poderá contribuir no processo de atração e
identificação de talentos ao utilizar ferramentas de sua formação inicial, da
sua essência (docência) para desenvolver e adaptar metodologias que visem o
desenvolvimento do capital humano e crescimento da organização.

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