sexta-feira, 9 de novembro de 2012



Adoro pau mole.
Assim mesmo.
Não bebo mate, não gosto de água de côco,
não ando de bicicleta, não vi ET e a-d-o-r-o pau mole.
Adoro pau mole, pelo que ele expõe de  vulnerável e pelo que encerra de possibilidade.
Adoro pau mole porque tocar um pressupõe a existência de uma intimidade e uma liberdade QUE EU PREZO E QUERO SEMPRE.
Porque ele é ícone do pós-sexo (que é intrínseca e automaticamente- ainda que talvez um pouco antecipadamente)sempre um pré-sexo também). Um pau mole é uma promessa de felicidade sussurrada baixinho ao pé do ouvido. É dentro dele, em toda a sua moleza sacudinte de massa de modelar,
que mora o pau duro e firme com que meu homem me come.

Maria Rezende

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