Depois de Obama, Joaquim Barbosa e outros renomados
negros explicitados e ovacionados na nossa sociedade “esbranquiçada”, que
vem a história que mudamos o mundo, que somos dignos e etc...Sim claro
que somos dignos e sempre fomos. Ouso dizer que dignamente sempre mudamos o
mundo e que realmente fomos nós braçalmente e intelectualmente que mudamos
verdadeiramente o mundo, basta ver e refletir na nossa trajetória esquecida e
injustiçada (e por que não dizer resistente), que nós sempre mudamos o mundo,
afinal ainda que escravizados e marginalizados construímos países, nações e
etc... Com o derramar de nosso sangue e nosso suor.
Buscamos desde sempre, mesmo na dor e desrespeito, a
felicidade o amor e não nos conformamos em estar conotativamente/
denotativamente presos nos troncos bio-objeto-psico-sócias, muito menos
aceitamos passivamente as chicotadas, abusos, repressões e descriminações
pendurantes das histórias de nossas vidas.
Uso de artifícios físico- intelectual para GRITAR na
cara da medíocre, racista e podre sociedade, que minha linhagem vem das
entranhas africanas, que sou sim descendente de, Luiza Mahin, Zumbi dos Palmares,
André Pinto Rebouças, Antonieta de Barros, Escrava Anastácia, Juliano Moreira,
Martin Luther King, Hilária Batista de Almeida( Tia Ciata), Mahatma Gandhi, Milton Almeida dos Santos,
Teodoro Fernandes Sampaio, Aqualtune,
Auta de Souza ,Benedita da Silva, Brandina, Carolina Maria de Jesus,
Chica da Silva, Clementina de Jesus, Dona Zica, Francisca Maria da
Conceição, Laudelina de Campos Melo, Mãe Aninha, Mãe Menininha do
Gantois, Mãe Senhora, Maria Auxiliadora da Silva, Maria Brandão dos Reis,
Maria Firmina dos Reis, Maria José Bezerra, Maria Patrícia Fogaça, Na Agontimé,
Nair Theodora de Araújo, Neuma Gonçalves da Silva, Rita Maria, Rosa
Maria Egipcíaca da Vera Cruz, Rainha Teresa do Quariterê, Cruz e Souza,
Dandara, Francisco José do Nascimento, Tereza Benguela e entre outros maestriacos, lutadores,
inquietos e grandiosos e negros e negras.
Que me fortaleço ao grita os ilás de meus orixás, “Balorê êxu, êxu é
Mojubá; Ogunhé Patacuri; Kao Cabicile Xangô!, Okê Arô! Ewê ossa ossanha,
Ewê ossa! ; Arroboboia Oxumaré, Roboboia!; Atoto Ajuberô , Atoto Obaluaie!;
Eparrei! Ora ieie o mamãe Oxum,Ora ieie o! ; Ô docyaba Yemanja, Ôdoia
mamãe!; Saluma Nanã Saluba!; Erê mim, Ibeji!; Jurema!; Shiuépa babá Oxalá, Shiuépa !” Ainda que
vocês em voluntaria/involuntária surdez, e débil capital
intelecto-cultural não compreendam no meu confuso/claro iorubá.
Que as musicas que me arrepiam vem do batuque de mãos
sangrentas no atabaque. Que o que gosto de comer é forte e regado pelo azeite
de dendê.
GRITO: Eu sou negra! Não sou parda, morena, café com leite,
marrom piscina(suja), chocolate, cor de canela, muito menos tenho a cor do
pecado, Sou negra Pronto e acabou-se. Moreninha?
Moreninha uma pinoia! NEGRA! Ah e mulata é a P... que te
pariu! Não quero seus adjetivos na melanina da minha pele, por mim que me
chame de ridícula, eu não ligo pro seu preconceito, vivo! E a tudo resisto,
pois resistir é a lei de minha raça!
autora : Indianara Barros. 15/111/2012

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